Estado vai deixar de construir bairros sociais
É o fim dos bairros sociais. E da solução dos problemas habitacionais através da entrega de uma casa. Em vez de mandar construir mais fogos para as 40 mil famílias que têm necessidade imediata de habitação, o Estado deverá dinamizar o mercado de arrendamento e ser ele próprio a adquirir ou arrendar imóveis, para constituir uma bolsa de fogos com que possa resolver algumas das carências habitacionais detectadas.
In Público
Esta notícia já é de 2008, mas é um bom sinal para o fim da marginalização dos habitantes destes bairros.
É o fim dos bairros sociais
quinta-feira, 22 de abril de 2010
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Bragança - Autarquia vai entregar mais casas nos próximos meses
Nos próximos três meses, dez famílias vão ser realojadas em habitações sociais que a autarquia de Bragança está a recuperar, no Bairro da Mãe d’Água, no Bairro da Coxa e no Bairro da Previdência. Até ao momento, a câmara assinou seis contratos de habitação social que permitiram a mudança das famílias para as novas casas. Foi o caso de Ana Teresa e dos seus três filhos. A viver num apartamento com apenas dois quartos e a pagar uma renda que rondava os 400 euros, foi com satisfação que Ana Teresa recebeu, por alturas do Natal, uma nova casa totalmente recuperada e com três quartos. “Há três anos que estava à espera de uma nova casa. Foi um verdadeiro presente para este novo ano. Pagava cerca de 400 euros de renda e agora vou pagar muito menos, à volta de cinco euros por mês”, contou Ana Teresa.
As famílias mudaram-se para o Bairro da Mãe d’Água para apartamentos que foram recuperados. A autarquia substituiu a antiga caixilharia de madeira por outra com maior isolamento térmico. Por dentro as casas foram também recuperadas e há a promessa de pintar todos os blocos, como explicou Jorge Nunes, presidente do município. “À medida que cada um dos blocos é melhorado internamente, faremos também a pintura exterior. Vamos tentar fazer aqui um jogo de cores para que o conjunto se torne mais agradável e menos monótono”. Para cada bloco está estimado um investimento “mínimo” de cem mil euros que contempla apenas o arranjo da envolvente exterior. Para cada habitação recuperada há uma estimativa de investimento que ronda os 14 mil euros, dependendo do grau de intervenção exigido. O autarca considera que, pese embora, se tratem de bairros sociais são “bairros bons”, com “qualidade” em termos urbanos e com uma área envolvente que é “suficiente” e que tem vindo a ser requalificada pela câmara. Às famílias que mudaram para os fogos recuperados foi lançado um repto para que “cuidem” das habitações. É que, segundo o autarca, algumas das situações de degradação dos blocos resultam de “situações de falta de civismo”, um “comportamento minoritário” que, no seu entender, deve ser denunciado. “Tem de haver uma atitude de responsabilidade e de partilha entre todos. Por isso pedimos a todos que se auto-responsabilizem por algumas regras de conduta e preservem um bem público que custa a todos”.
Prioridade à área social
Naquele que é o seu último mandato como presidente do município brigantino, Jorge Nunes pretende dar prioridade ao investimento na área social, nomeadamente na recuperação dos bairros sociais. Embora sem “certezas” de conseguir, em apenas quatro anos, desenvolver toda esta operação de requalificação, o autarca acredita que depois dos trabalhos iniciados, não haverá uma paragem. “Os arrendatários vão notar a diferença e eles próprios vão encarregar-se de solicitar ao município que continue as benfeitorias e que elas sejam extensíveis a todos os blocos”, considerou. Actualmente a câmara de Bragança tem já uma longa lista de espera para habitação social. No entanto, grande parte das famílias que pedem ajuda, fazem-no devido aos altos valores da rendas, um problema “económico” que não é prioritário para a atribuição de fogos sociais, conforme explicou. “Os factores prioritários passam pela avaliação socioeconómica das condições da família, problemas de doença, desemprego permanente, famílias desestruturadas ou famílias com pessoas com deficiências. O valor do arrendamento é tido em linha de conta em último grau”.
In Mensageironoticias.pt
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EDP distribui mais lâmpadas de baixo consumo em bairros sociais
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
A EDP continua a oferecer lâmpadas de baixo consumo às famílias de bairros sociais, no âmbito do programa de eficiência energética ECO. A distribuição é feita 'porta-a-porta' por voluntários.
Segundo a EDP, o objectivo é explicar aos moradores que "as lâmpadas economizadoras proporcionam benefícios não só pelo facto de consumirem menos energia (cerca de 80%) como têm um período de vida útil muito superior".
Para os responsáveis da EDP, empresa mentora do projecto, "esta medida, que tem como objectivo a promoção da eficiência energética, permite que as famílias poupem cerca de 18 milhões de euros e evita a emissão de 60 mil toneladas de CO2 para a atmosfera".
In SIC
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Polícia deteve seis pessoas em Loures
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
A PSP apreendeu ainda armas, munições e droga. A rusga realizou-se na Quinta da Serra, um dos bairros mais problemáticos do concelho.
Este video mostra alguns dos problemas nos bairros sociais e de lata, como o tráfico de droga e o tráfico de armas, e os desacatos entre gangues, que anteriormente a esta noticia causou um ferido devido a um confronto com troca de tiros.
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Câmaras da Amadora e da Moita ponderam expropriação de terrenos na Cova da Moura e no Vale da Amoreira, respectivamente
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Tanto o bairro da Cova da Moura como o do Vale da Amoreira, na Moita, foram há um ano objecto de um protocolo assinado entre o Governo e as respectivas autarquias para serem recuperados, mas o processo tem sofrido atrasos e muito pouco foi feito.
Na Amadora, a directora financeira da autarquia sublinha uma dificuldade que pode atrasar ainda mais a recuperação da Cova da Moura.
A aquisição dos terrenos que compõem o bairro é essencial para requalifica-lo, mas a câmara não está a conseguir chegar a acordo com os proprietários que viram os terrenos serem ocupados por construções ilegais.
Margarida Guimarães diz que no limite a expropriação pode vir a ser a solução se o esforço para um acordo negociado não resultar.
«Esse processo não está ainda finalizado, não existe o acordo com os proprietários, a perspectiva da câmara é tentar uma compra com uma solução em que se chegue a um valor, se tal não for possível será apresentada uma proposta pela Câmara à Assembleia Municipal de expropriação», adianta esta responsável.
In TSF 17/3/2009
A maioria das construcções nos bairros sociais são de génese ilegal, e o Governo, com o apoio das respectivas autarquias, tem tentado recuperá-los, mas têm sido colocadas dificuldades, e a expropriação pode vir a ser o fim dos terrenos nestes dois bairros.
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bairros sociais: demolição ou reabilitação?
quinta-feira, 19 de novembro de 2009

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Origem dos novos Bairros Sociais
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
O PER nasceu da mão do Professor Aníbal Cavaco Silva nos idos de 1995, altura em que ele era Primeiro-Ministro, numa altura em que era necessário alojar milhares de familias que então viviam em situação precária em várias zonas metropolitanas, sobretudo do Porto e Lisboa.
Não havia nessa altura habitação disponivel e por isso foi necessário construir de raiz e não segundo os melhores modelos habitação em massa para resolver no imediato essa necessidade, projectos houve , não muitos que corresponderam às expectativas dos seus habitantes, mas a maioria, apesar da melhoria da habitação continuaram-se a sentir marginalizados e não integrados.
O que é de compreender, pois se Urbanizações PER houve que enquadraram esse pressuposto, outras houve feitas longe de tudo e de todos, de terreno Industrial a terreno protegido tudo valeu , não para integrar socialmente, mas porque era o terreno mais barato e onde as urbanizações se pagavam quase que a si próprias com as contrapartidas que as autarquias davam aos promotores encontrados à medida para esses projectos.
A nosso ver os Bairros Sociais como os conhecemos hoje
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